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Depoimentos

PRF Manoel, aprovado nos concursos PF e PRF

Em fevereiro de 2012 eu estava colando grau, era mais um na imensidão dos recém formados. E aí veio a questão: e agora? Resolvi então entrar na disputa acirrada do mundo dos concursos. Estabilidade e salários acima da média de mercado foram fatores que me levaram a optar por esse caminho.

Tinha acabado de passar em um processo seletivo do Sebrae, o que me garantiu um contrato de trabalho de 2 anos e com um bom salário para um recém formado. Pensei o seguinte: “Meu contrato finda em 2 anos, então esse é o prazo que tenho para passar em algum concurso”.

Fiz um estudo preliminar de cargos, rotina de cada um e o que mais eu me identificava em cada um deles. Resultado disso, “vou ser policial, é isso que eu quero!”

Defini minha meta, então passei a mirar nos concursos PF e PRF.

Mas aí veio o maior problema: como começar? Por onde começar? Como estudar pra concurso?

Eu nunca havia estudado para concurso, passei a graduação preso ao mundo acadêmico, nem cogitava concursos nessa época. Conversei com vários concurseiros e a impressão que tive foi que concurso era algo muito difícil, quase impossível, que você tem que contar com a sorte!

Aí vem a primeira lição que aprendi no mundo dos concursos: poupe seus ouvidos, filtre o máximo, não entre em pânico com falácias de terroristas.

Muitas pessoas acham que contando inverdades, alimentando boatos, farão você desistir. Eles acham que você é concorrente deles, quando na verdade nosso maior concorrente somos nós mesmos.

Bom…após esse terror inicial, continuei na luta introdutória no mundo dos concursos. Tudo era novo, matérias novas etc. Cometi vários erros, que acho que todos cometem no início: comprei material errado, me matriculei em cursos “fracos”, estudei por métodos errados, me cerquei de pessoas com focos diferentes.

Embora tenha perdido tempo e dinheiro, passar por isso foi necessário para encontrar meu caminho e reorientar meus estudos. Aí vem a segunda lição que aprendi: cerque-se de pessoas que buscam os mesmos objetivos, que tem o mesmo foco.

Nessa jornada você encontra muitos terroristas, mas também encontra pessoas fascinantes, muitas delas se tornarão amigos para uma vida inteira.

Decidi então me cercar de gente com o mesmo foco, das pessoas que conheci em cursos presenciais e online, isso resultou na criação de um grupo de estudo online, com regras rígidas e bem definidas, com distribuição de tarefas diárias para cada membro. O nome de batismo do grupo era “Dúvidas de Concurso”, quem não participava com frequência das atividades era excluído, só queríamos quem estivesse no mesmo ritmo.

Ao mesmo tempo acabei conhecendo o livro do Alexandre Meireles, onde ele fala sobre métodos de estudo e organização de cronogramas. Isso foi revolucionário para meus estudos, pois corrigi vários erros no meu modo de estudar, conseguir impor um ritmo de estudos melhor, com mais qualidade e seguindo um cronograma.

Finalmente eu começava a me encontrar no mundo dos concursos. Estava com pessoas focadas, seguindo um método de estudos correto e entendendo o “modus operandis” de um concurso policial.

No nosso grupo de estudos todos estavam focados nos concursos da PF e PRF. Mas não negligenciávamos os demais concursos policiais. Todos os concursos da área policial que fossem realizados pela banca CESPE, nós buscávamos as provas, até mesmo fazíamos a inscrição, objetivando uma preparação de fato para os concursos que mais queríamos: PF e PRF.

É importante lembrar que dentro da nossa rotina de estudos, também havia espaço para uma rotina de treinos físicos. Deixar para treinar para o TAF após o resultado do concurso é um erro fatal. Concurseiro da área policial tem obrigação de já vir treinando ao mesmo tempo que estuda. Além de já está se preparando para os testes, é muito bom para aliviar a tensão e o stress do dia a dia de estudos.

Eu sempre fazia uma atividade física de segunda a sábado, entre corrida e natação. Nos dias de corrida aproveitava também para fazer barras, saltar etc. Uma ou duas vezes por mês eu reunia os amigos da minha cidade que estavam no grupo de estudos e realizávamos um simulado do TAF para ter uma noção da nossa preparação.

Até aí tudo caminhava aparentemente bem, mas eu ainda não me sentia 100% preparado. Achava que faltava algo para dar um “up” na preparação.

Em um determinado dia, lendo depoimentos de aprovados no concurso de Agente da PF de 2012, me deparei com um depoimento do APF Facco no site sagapolicial.com

Lá ele falava de um grupo de simulados que foi um divisor de aguas na sua preparação, esse grupo era o Missão Papa Fox dos Projetos Missão.

De fato, embora eu estivesse resolvendo bastante exercícios e provas do CESPE, eu ainda não havia feito simulados voltados para as provas da PF e PRF. Decidi então correr atrás desse grupo e fazer parte dele.

Para minha sorte consegui entrar no grupo, na época os simulados eram apenas para a PF, ainda não havia para a PRF. Hoje para a sorte de todos já existe o Missão PF e PRF.

Recebi então o primeiro simulado, fui fazer confiante, já que estava estudando por um método de estudos adequado e estava em um bom ritmo de estudos.

Para minha surpresa, não me saí tão bem quanto eu esperava. O que foi muito bom. Após receber o boletim das provas, vi quais matérias eu estava bem e quais eu precisava melhorar.

Passei então após esse simulado a reorientar meus estudos. Diminuí a carga horaria daquelas disciplinas que estava bem e aumentei aquelas que estava ruim. Ao passo que fui resolvendo mais e mais simulados, os resultados foram aparecendo, minhas notas foram melhorando e foram se mantendo em uma constante.

A minha rotina de estudos era baseada em exercícios, após a fase que dominei o edital, passei a estudar 3 disciplinas por dia, dedicando 80% do tempo para resolução de exercícios e os 20% para teoria, buscando sanar as dúvidas em questões que ainda batia na trave.

Minha rotina na época era trabalhar pela manhã, estudar pela tarde, treinar ao final do dia, voltar para casa e estudar novamente. Isso de segunda a sábado. Deixava o domingo para descansar a mente.

O engraçado disso tudo é que embora o domingo fosse de descanso, eu passava o dia pensando em exercícios kkkkk, você passa a respirar o concurso, o que eu acho fundamental. Lógico que cada um tem seu método e que dá certo, mas esse é um relato do meu.

Já chegava no final de 2012 desde o início do primeiro passo rumo à aprovação e os boatos sobre um concurso para PF e PRF começavam a rolar. A ansiedade começou a bater e a hora da verdade estava chegando. Nesse caminho muita coisa mudou: fiquei em off da vida social, deixei de sair com os amigos para shows, churrasco, cervejinha fds etc. Mas precisava realmente disso? Bom…essa resposta é bem particular.

Eu tinha um objetivo e tinha prazo para alcança-lo, que era até o termino do meu contrato. Mas eu sabia que tudo isso era passageiro e que cada esforço valeria a pena. Os amigos nem sempre entendem, mas cada um sabe da sua necessidade e a minha era urgente. Quando eu passasse tudo ficaria bem hehehe.

2013 chegou, com o boato de abertura do edital, o ritmo de estudos e treinos ficaram mais intensos. Os simulados do Missão estavam cada vez mais dinâmicos e atualizados, o que nos deixava mais aptos para o combate.

Chegou então o grande dia, saiu o edital da PF e logo em seguida saiu o edital da PRF.

Com as novidades que o edital sempre traz, é necessário fazer aquele ajuste nos estudos, incluir o que não tinha e deletar o que saiu. Como eu já havia estudado o último edital de cabo a rabo, o novo edital não me trouxe prejuízos.

O Missão Papa Fox logo ajustou o conteúdo, a luta agora se tornava cada vez mais real.

Logo em seguida uma liminar na justiça travou o concurso devido a uma questão dos PNEs. Muita gente ficou desesperada, eu me mantive tranquilo, afinal com essa trava eu teria mais tempo ainda para estudar.

O concurso logo foi retomado, o dia da prova se aproximava e a ansiedade aumentava. Na véspera da prova muita gente diz para não estudar e relaxar, mas eu não consegui kkkkkk estudei até o último minuto, antes mesmo de entrar na prova estava lendo o código de ética do servidor, o que me rendeu 2 questões na prova, pois assim que abri, vi logo duas questões do que eu tinha acabado de estudar kkkk. E aí? Qual a impressão da prova?

Bom…graças a Deus quase tudo que eu estudei estava lá, resolvi a prova exatamente como eu resolvi os simulados do missão. Abri a prova dei uma olhada rápida e fui ver as questões discursivas. Após ver o tema da discursiva voltei para resolver as questões, iniciei seguindo a mesma ordem dos simulados, após acabar a objetiva fiz a discursiva, voltei e dei uma olhada na objetiva e entreguei.

Ao sair da prova você encontra com a galera para comentar. A galera estava muito nervosa, assustada com a discursiva e com a objetiva, tinha gente chorando, gente triste etc.  Eu pensei comigo mesmo, “ou eu estou muito ferrado e errei tudo ou me dei bem”, porque eu tinha achado a prova bem dentro do que estudei.

Na semana seguinte veio a prova da PRF, quando abri a prova só faltei chorar de alegria, tudo que estudei estava lá, a discursiva era bastante parecida com a da PF.

Fiz a mesma coisa, seguindo o mesmo roteiro dos simulados. Ao sair da prova aquela mesma história, gente chorando, horrorizada etc. Eu fui logo embora torcendo para que tudo desse certo. Agora era aguardar os gabaritos preliminares.

Quem estuda para concurso do CESPE sabe que gabarito preliminar é igual a pré-infarto. Quase fiquei maluco, questões já marteladas pela banca com gabarito alterado e você fica desesperado. Recurso neles!!!

Após o recurso vem a fase de aguardar os resultados. O CESPE é aquele padrão, antes de ser um centro de seleção, era um centro de terrorismo, pois essa banca sabe aterrorizar.

Chega o dia o resultado, o cara passa o dia dando F5 no notebook, nada do resultado. Quando dá 23:59 do dia, a banca lança um comunicado de adiantamento do resultado PQP 😠😠😠😠 É para ficar maluco, certeza que é uma etapa off do teste psicológico.

Enquanto o resultado não sai, não existe vida, você fica pensando 24 horas APENAS nisso, você sonha com o gabarito oficial, sonha com seu nome no DOU.

Esse concurso PF foi uma verdadeira novela mexicana. A banca adiou o resultado duas vezes. O concurseiro já estava na base do tarja preta. Após o adiantamento, no dia provável de sair o resultado, eu resolvi não cair em mais uma pegadinha.

Sinceramente achei que iria adiar mais uma vez. Resolvi dormir. Acordei as 6 da manhã com meu telefone tocando, Felipe, um amigo, me ligava dizendo “parabénsssas FDP você passsouuu porra” (amigo de verdade fala assim).

Eu fiquei sem reação, não sabia se acreditava, se xingava ele pela brincadeira sem graça, se chorava, se olhava o DOU.

Resolvi olhar o DOU. Quando abri e vi meu nome lá PQP, chorei parecendo criança, o resultado de todo o esforço estava ali, a certeza de que seu concorrente é você estava ali, a certeza que Deus abençoa estava ali.

Gritei tanto que em segundos todos os vizinhos do prédio já sabiam kkkkk.

Comecei a procurar o nome dos meus amigos do grupo de estudos no DOU, pqp o nome de todos estava lá, alegria maior impossível. Acho que nunca esquecerei desse dia.

Semana depois saiu o resultado da PRF e lá estava meu nome de novo dentre os aprovados. Gritei, chorei, agradeci a Deus. Estava me sentindo a pessoa mais abençoada do mundo. E os meus amigos do grupo de estudo? Estavam lá, aprovados também hahahaha brocamos!

Em nenhum momento eu achei que não seria aprovado. Soberba? De forma alguma. Eu acreditei no meu sonho, fiz tudo que podia para que ele se concretizasse e acho que – acreditar sempre que daria certo – fez tudo conspirar a favor.

“Eu acreditei no meu sonho, fiz tudo que podia para que ele se concretizasse e acho que – acreditar sempre que daria certo – fez tudo conspirar a favor.”

Nunca, mas nunca deixe de acreditar nos seus objetivos. Jamais deixem que digam que você não pode. Vi muita gente rir quando falei que ia estudar até passar para ser PF/PRF. As dificuldades foram enormes, mas a vontade de vencer era maior que tudo!!!

Graças a Deus estou aqui hoje, como Policial Rodoviário Federal, para mostrar que você também pode e que não há dificuldade maior do que a sua vontade de vencer!

Sucesso a cada um de vocês, PRF Manoel.

Aprovado Concurso ABIN 2018 – A.P.A.S.

Se preparar para um concurso é muito mais do que apenas sentar a bunda na cadeira e estudar como se não houvesse amanhã (em parte é isso, mas é bem mais).

Você precisa saber o que está estudando, precisa saber como estudar, precisa se conhecer e conhecer a banca além de tudo. Especialmente esses dois últimos tópicos.

Os simulados dos Projetos Missão propiciam isso.

Ao pegar uma prova tão próxima da realidade, como é o caso dos simulados Missão, você consegue ter uma noção do seu desempenho em prova, da sua capacidade de lidar com o tempo, com a distribuição das questões, do cálculo de pontos, enfim. Você realmente simula e se prepara para o dia derradeiro.

Além disso, você pode conhecer a fundo onde e como errou, estudar seus pontos fortes e fracos e trabalhar através deles para alcançar o sucesso.

Durante o meu projeto, busquei sempre analisar a quantidade de questões colocadas, a forma como eram dispostas, analisar todo meu desempenho. Quando peguei a prova objetiva e vi que era exatamente aquilo que eu havia treinado durante todo o tempo, não consegui acreditar em como estava tranquilo de resolver.

Eu literalmente podia ver o simulado que havia resolvido em tantos domingos a fio.

O Missão, definitivamente, foi primordial na minha aprovação nesta etapa. O treino foi tão duro, que o jogo se tornou fácil.

Acreditar no seu sonho, no seu objetivo, é primordial. Saber o que você quer, onde quer chegar e como quer chegar é essencial. Repito: não basta estudar, é preciso criar a sua estratégia (e só é possível se conhecer para isso, treinando). Eu não estudei 15 horas por dias. Eu não virei madrugadas em claro. Eu não deixei de praticar atividades físicas em nenhum instante da preparação.

Essa foi a minha estratégia, que eu busquei elaborar com base nos meus simulados, em mim. Nenhum coach é capaz de lhe dizer melhor qual é a melhor estratégia para você, não melhor do que você mesmo. Essa foi a minha, qual a sua?

“NÓS SOMOS FEITOS DO TECIDO DE QUE SÃO FEITOS OS SONHOS.” – William Shakespeare

Aprovado codinome: A.P.A.S

Cargo: Oficial de Inteligência.

Obs.: Neste concurso é proibida a divulgação dos nomes devido ao sigilo normal em uma Agência de Inteligência e por isso não podemos publicar o nome do aprovado.

Primeiro Colocado Concurso Agente PCSC 2018, Cristofher

Olá pessoal!

Conversando com o administrador do “MISSÃO”, ele me pediu pra fazer uma espécie de depoimento, contando um pouco sobre o estudo, sobre como o PROJETO MISSÃO me ajudou nessa jornada e ainda me ajuda.

Bom, vamos lá:

Eu estudo há quase 2 anos, atualmente não trabalho em tempo integral, me dedico apenas ao estudo e vou à empresa cerca de 2 vezes por semana para resolver algum eventual pepino – que sempre aparece.

Conheci o Projeto Missão no início do ciclo v5 da PF (Projeto Missão Papa Fox v5), pelo Google mesmo, enquanto procurava um grupo de simulados específico para o concurso da Polícia Federal.

Com pouco tempo de estudo, achando que estava dominando o conteúdo, resolvi fazer o simulado 1. Resultado: tomei uma bomba, não sabia como resolver corretamente provas do Cespe e fui super mal, mas obviamente, não desisti e neste meio tempo fui conhecendo alguns membros do grupo (foi o que me fez subir nos simulados). Fiz amigos do Brasil inteiro ,que levarei para toda a vida.

Mandando questões de segunda a segunda, debatendo materiais, jurisprudências, eu vi que estava no grupo certo e esse era o caminho, segui firme.

Até que saiu o edital da PCSC e o “MISSÃO” lançou o Projeto Missão Papa Charlie PCSC, com simulados direcionados para o certame.

As notas que tirei nos simulados foram MUITO próximas da minha nota da prova – inclusive – a nota do último simulado foi exatamente a nota da prova (!).

Sei que preciso estudar bastante ainda para chegar no nível dos concorrentes do Concurso PF, mas continuarei firme junto com todos os meus amigos do grupo, até todos estarmos dentro do DPF.

Bom, acho que é isso, infelizmente não tenho nenhuma fórmula mágica de estudos, nenhum depoimento super motivador, pois afinal, foi apenas meu segundo concurso da vida e espero que o próximo e último seja o da PF, rs.

Abraços.

Oficial Da Polícia Militar De SP, 2017, Daniel Alvares De Siqueira.

Ter um objetivo em mente é bom. Saber como chegar lá é melhor.

É provável que todo aquele que sonha em ser policial sempre tenha em mente a imagem de si usando a farda, andando na viatura, enfim, exercendo a profissão. Esse é o objetivo daqueles que querem essa carreira e é sempre bom ter ele em mente.

Mas não é o suficiente.

Mais importante que ver o fim é saber o caminho até lá. Como estudar, quais matérias, como a banca se comporta, etc.

O lado pessoal também requer importância. Todos imaginam a alegria de contar aos parentes e amigos que realizou o sonho, mas é preciso ter em mente que, até lá, apenas irá contar que permanece estudando e aguardando.

Sobre a preparação intelectual o melhor caminho é o método de estudo em ciclos com revisões escalares, os simulados e a sua correção. Antes de entrar no Projeto Missão minha rotina de estudos era básica: cada dia tinha algumas matérias selecionadas, sem revisão. Desnecessário dizer que o resultado desse método é ineficaz.

Após começar a usar o aplicativo iGestor Missão e participar dos fóruns de resolução dos simulados a melhora foi perceptível, tanto que, mesmo estudando para a banca Cespe/UnB e para os concursos federais (Concurso PRF e Concurso PF), consegui a aprovação para OFICIAL da PMESP (Polícia Militar de São Paulo).

O preparo na matéria de Português e na prova discursiva (redação) que obtive no Projeto Missão foi imperativo para a minha aprovação, sem contar outros detalhes. E a rotina de exercícios físicos também se mostrou de valor, mesmo tendo me machucado antes do TAF (teste de aptidão física), consegui a aprovação.

Quanto ao lado pessoal, sempre tive a sorte de contar com minha família, minha namorada e também a família dela como apoio. Nunca é fácil dizer que você está sempre na mesma situação, estudando e esperando. E fracassando. Mas o apoio de todos sempre se manteve. Caso alguém não esteja nessa situação, não desanime. Lembre-se do objetivo e saiba que esse é o caminho.

E essa é a mensagem que gostaria que se ficasse clara aqui. É bom e normal você pensar no fim da linha, na “chegada”. Mas saiba que tipo de caminho irá trilhar e quais ferramentas irá utilizar. Esse será o seu diferencial.

Daniel Alvares de Siqueira – Aprovado em 2017 no Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (PMESP).

Policial Rodoviário Federal, 2014, Michel Bado.

“E aí? Preparados para a batalha?” – Leia o depoimento e conheça a trajetória de um vencedor aprovado em um concurso da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal! Exemplo de persistência, foco e vocação! 

14/07/2014 – Saga Policial

Grito de guerra da Polícia Federal:

“A nossa farda é preta,

O armamento é Glock,

Guerreiros da fronteira,

Do Chuí ao Oiapoque,

Na Selva, Serrado, Caatinga ou Pantanal,

Nós somos federais academia nacional,

AGENTES PAPA FOX de o povo varonil,

Lotados na missão de bem servir nosso Brasil”

Olá Amigos!

Estou muito feliz de dar minha declaração aqui no SAGA. Por vezes li depoimentos de aprovados aqui, e de repente: CÁ ESTOU!!!

Eu vivi 4 anos, exclusivamente e intensamente, o mundo dos concursos para a Polícia Federal, e poderia falar sobre vários pontos de vistas, mas vou aos que mais me marcaram nessa trajetória, e que acho que podem ajudá-los sob uma outra ótica.

Antes disso, saibam que me considero uma pessoa mediana, que tive muitas dificuldades com estudos quando pequeno e era muito hiperativo!

Aqui vai a minha história, em forma de linha do tempo.

2009: Iniciei os estudos 3 meses antes da prova. Prestei a prova e fiz 36 pontos líquidos. Isso me fez perceber que a barreira era vencível e desde então, não parei mais de estudar!

2010: Nada de concurso, e ripa nos estudos…

2011: Nada de concurso e ripa nos estudos…

2012: Concurso para Agente da Polícia Federal – 49º colocado (82 pontos), mas:

1 – Reprovado na redação;

2 – Entrei com recurso na redação;

3 – Aceito recurso e volto para o concurso;

4 – Passo no TAF – vejam aqui meu teste físico de 2012 ( http://www.youtube.com/watch?v=9mxI7Wqq6l0 );

5 – Reprovado no PSCICO (não li o material do “concurseiro Robson” e a matéria do Saga Policial);

6 – Entro na justiça e ganho liminar sobre o psicotécnico, podendo ir para ANP;

7 – Laboratório perde um exame para ser entregue no dia estipulado e minha liminar é derrubada;

8 – Volto de Brasília no primeiro dia com uma mão na frente e outra atrás…

FOCO, AQUI É POLICIA e SÓ PARO QUANDO CONSEGUIR!!! BORA ESTUDAR!!!

2013: Escrivão da Policia Federal (83 pontos – entre os 100 primeiros na objetiva):

  1. Reprovado na redação
  2. Entro com recurso na redação
  3. Recurso não aceito… Reprovado!!!!

FOCO, AQUI É POLICIA e SÓ PARO QUANDO CONSEGUIR!!! BORA ESTUDAR!!!

2013: PRF (79 Pontos – posição 250):

  1. Aprovado em todas as etapas, inclusive no mesmo teste psicotécnico (exatamente o mesmo) que me reprovou em APF 2012 (com ajuda do manual do “concurseiro Robson”);
  2. Academia Nacional da PRF concluída em Maio de 2014!!

2014: ANO DE FELICIDADE!!! Nomeado na PRF!!

Dito isso, aqui vão as minhas mensagens:

1 – O aluno que passa no concurso é completamente diferente daquele que inicia os estudos!

2 – Aproveite cada dia de estudo, faça amigos, discuta, viva seu momento que por si só já é difícil. Compartilhe com pessoas que tem o mesmo FOCO!!!

3 – “O objetivo alcançado nos faz realizado, mas é o caminho percorrido que nos torna melhor!”

4 – Ser policial é um caminho só de IDA, só pare quando conseguir! Pensamento POSITIVO SEMPRE!!!! TODOS PODEM.

5 – Não haverá mágica e o sucesso só será alcançado com muito suor e dedicação.

Estudem com foco na PF, mas não se fechem apenas para ele (como diz meu instrutor: quebrem a visão de túnel). Vejam o meu caso: sempre fui obcecado pela Policia Federal e lutei tudo que pude, mas a oportunidade pode aparecer em qualquer lugar e seu destino pode já ser traçado diferente do que imaginou. Fora isso, a vida não acabou, se achar que deve, continue depois o caminho.

Particularmente, estou feliz demais na PRF, completamente diferente daquilo que eu imaginava, me surpreendeu demais!

Leiam o material do “concurseiro Robson” depois que passarem na objetiva e leiam a matéria sobre psicotécnico aqui no Saga!

Aqui a mais importante das dicas: façam parte do grupo de estudos com simulados para Policia Federal, o “ Projeto Missão Papa Fox. O grupo é fantástico, e eu sou apenas um dos muitos que já passaram pelo SAGA e indicaram o grupo! Foi, com certeza, minha melhor preparação para o concurso e o motivo do meu sucesso nas 3 provas! O índice de aprovação de quem participa é altíssimo! Todos lá estão prontos para ajudar, as provas são muito reais (eu fiz nas provas exatamente a nota que fazia nos simulados!), e os relatórios de desempenho são excepcionais!

Podem até jogar fora todas as minhas outras dicas, exceto essa última dica e a dica 7!

Acredite em DEUS!

Aqui, dois vídeos dos quais eu gosto muito!

O SUCESSO – O SEGREDO

Qual é o tamanho do seu apetite?

Quanto ao estudo:

1 – Seja organizado

2 – Montem um plano de estudo com: controle de tempo de estudo; metas de desempenho e acerto de questões (quando passei no concurso de Escrivão da PF, tinha mais de 1.500 horas de estudo cronometradas e mais de 70% em media de acerto em questões).

3 – Monte seu cronograma

Lutem amigos!

O descanso só pertence a quem muito batalha!

Vá e VENCA!

Abraço,

Michel Bado , por Saga Policial.

Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, 2014, Nunes.

Bom, gostaria de agradecer a oportunidade de redigir este depoimento e o faço com o objetivo de motivar e quem sabe orientar diversos companheiros que estão nesse caminho, que como resultado só restará à vitória aos que não desistirem.

Desde a adolescência sempre me interessei pela área militar/policial, nessa época cheguei até tentar alguns concursos para ESA, ESAF, ExPCex, mas sem sucesso. Em meados de 2009 iniciei meus estudos para um concurso específico, na época para o Departamento Penitenciário Federal, foi onde obtive meus primeiros contatos com as disciplinas de direito, bem como “português” (coloco entre aspas, pois pensava que sabia alguma coisa…rs) e RLM. Devido ao pouco tempo de estudo, cerca de três meses antes da prova, não obtive sucesso, porém, em um cursinho havia um professor que acabou se tornando um amigo e que teria um papel muito importante futuramente.

Logo após o concurso do DEPEN surgiu um para o Corpo de Bombeiros do meu estado, nesse eu obtive sucesso, mas eis o grande problema: o teste físico. Dentre as exigências havia um teste de mergulho de quatro metros onde acabei rodando, descer eu até consegui, mas e quem disse que eu consegui subir!? Que sufoco! Confesso que foi frustrante, pois já o tinha como garantido, já havia feito alguns planos, total falta de experiência nesse ramo de concurso mesmo e a famosa bisonhice.

Desiludido, acabei por optar em iniciar outra faculdade, já havia iniciado uma anteriormente, mas não consegui prosseguir devido a necessidades financeiras. Possuía o interesse em cursar direito, contudo, na época como eu era candidato bolsista do Prouni não havia vagas para esta graduação e acabei optando por contabilidade (sem ao menos saber que me ajudaria, e muito, naquilo que estaria porvir). Pouco antes de me formar, em 2011, sem muitas perspectivas profissionais, decidi novamente retomar o estudo para concursos, agora com a ideia bem mais amadurecida, fui buscar um grande sonho antigo, a Polícia Federal!

Antes de começar, realizei diversas pesquisas em blogs e sites: materiais, matérias (opa, contabilidade era uma delas) métodos de estudos, cursos, etc. Acabei reencontrando aquele professor da época de 2009, que me concedeu uma monitoria no curso preparatório, o qual era proprietário, e serei eternamente grato a ele por isso. Estava totalmente decidido que era isso que eu queria e que já perdera muito tempo.

Orientado por esse professor, conversei com a minha família, namorada e optei por abrir mão do meu emprego, vendi o carro que eu possuía e decidi me dedicar em tempo integral aos estudos. Logo em 2012 acabei não obtendo sucesso para a prova de Agente  da Polícia Federal, mas estava consciente de que ainda não estava preparado devido a gama de matérias vs. tempo de estudo, ademais, caso tivesse conseguido, creio que teria problemas com a natação, havia começado treinar do “zero” há pouco tempo e ainda não estava dentro do índice. Após a reprovação senti que precisava “melhorar” minha forma de estudo. Na busca por métodos e orientações de estudos em blogs, acabei descobrindo “o abençoado” Projeto Missão Papa Fox (Projeto Missão PF).

Esse grupo de estudos foi de importância ímpar durante a minha preparação. Totalmente organizado com simulados e grupos de discussões, obtive um grande “UP” em conhecimento, nos bastidores existem pessoas que buscam o mesmo sonho – a camisa preta – e literalmente fazem o melhor possível na elaboração dos simulados que possuem um nível altíssimo dentro daquilo que tange o edital para PF.

Em 2013, como já possuía uma bagagem de conteúdo considerável, organizei meu estudo por tópicos dentro de cada matéria de acordo com o edital, assim, eu estudava o tópico e em seguida realizava questões voltadas somente para esse conteúdo. Procurei também separar um momento para acompanhar as discussões no fórum do Missão PF e aos finais de semana sempre fazia simulados, tanto do próprio Missão PF como no cursinho que frequentava.

Acredito que isso foi fundamental para alavancar meus estudos: resoluções de questões e simulados. Ambos são de deveras importância.

Nesse mesmo ano veio os concursos tão esperados – PF, PRF e DEPEN – embora o grande objetivo sempre fosse PF, pensava que deveria ter uma segunda opção.

Lamentavelmente acabei rodando nos três, perdi pontos preciosos por pura ansiedade, o que me deixou fora da nota de corte da PF por 1 ponto, PRF 3 pontos e DEPEN 4 pontos, tratando-se de Cespe/UnB, foi por pouco. Confesso que fiquei totalmente abalado, além do que já havia ficado de fora de dois concursos estaduais que prestei nesse mesmo ano, aquilo que serviria de “bolsa estudo”, sabem? Assumir um cargo público para ter uma renda e continuar os estudos rumo ao sonho. Um foi o departamento penitenciário estadual, me lesionei treinando para o teste físico na semana que antecedia o TAF, e outro, novamente foi o corpo de bombeiros, mas não no mergulho, já estava fera na natação de tanto que treinava para PF, dessa vez foi no exame médico. O cardiologista havia esquecido de colocar a data de realização – nem percebi em meio a toda aquela informação e tantos exames – e a banca não aceitou o recurso, mesmo com declaração do médico reconhecendo o erro e apresentando um novo exame.

Pensando que o ano havia terminado sem conquistas, em meio às oportunidades perdidas, eis que surge outro concurso, o último do ano na área policial, qual? Qual? Qual? A PCDF, Polícia Civil do Distrito Federal, um concurso ao nível de PF e um órgão tão respeitável e estruturado quanto a PF, tanto é que ambas as instituições são regidas pela mesma lei.

Como minhas reservas da venda do carro já haviam se esgotado, no início não me animei, mas novamente o professor/amigo, junto com outros professores, patrocinaram minha viagem e de mais um colega para realizarmos essa prova. Como já tinha a base de estudo para PF, só estudei os tópicos que eram diferentes, e na parte de legislação eu só realizei a leitura da lei seca, elaborei esquemas e ficava formulando questões que a banca poderia vir a cobrar, sabem o CESPE né? “salvo”, “exceto”, “somente”, palavras que já ligam o sensor de atenção do cérebro…rs. Enfim, nesse concurso veio a minha vitória. Foi um momento que guardarei para sempre, pois estávamos eu e meu colega no mesmo quarto quando corrigimos a prova com o gabarito preliminar, foi um momento de euforia ao ver minha pontuação, contida pela tristeza de ver a pontuação do meu colega, que não fora muito bem.

Disso tudo tirei uma conclusão meus amigos: todos nós teremos nossos momentos e nossos caminhos, talvez aquilo que almejamos nem sempre será o que alcançaremos. Conheço colegas que também sonharam com a PF e durante a trajetória foram aprovados em concursos que os fizeram mudar seus planos e objetivos. Como cristão penso que quando fazemos a nossa parte, Ele acaba “dando” uma ajuda naquilo que será melhor para nós. Sei que muitos dirão: mas eu quero “somente” a PF e mais nada; e para esses eu digo: então prossiga com seu objetivo que a vitória com certeza virá, entretanto, acho coerente possuir uma segunda opção para que o sonho não vire frustração, pois sabemos que a aprovação não é garantida para todos, bem como uma boa pontuação na prova, devido às outras fases, e que fases!! Leve-as com a mesma seriedade, principalmente o teste psicológico (obrigado concurseiro Robson) e atente-se para os detalhes dos exames médicos: carimbo com assinatura, laudo, avaliação do especialista, carimbo com CRM do especialista…rs, com certeza vocês os revisarão milhares de vezes até a data da entrega e no dia da entrega encontrará alguns no meio da multidão: sério que tem que apresentar isso? Sempre tem. Sempre.

Para finalizar meu texto, que já se estendeu deveras: estudem, façam muitas questões e principalmente simulados, mas simulando mesmo, ok? Tempo e horário real da prova, para habituar seu organismo e seu psicológico para quando chegar o dia da prova. Desejo, do fundo do coração, muita serenidade e sabedoria para todos aqueles que buscam esse sonho e afirmo que estarei lá novamente, no dia desta próxima prova para APF, pois minha nomeação na PCDF ainda não saiu e só paramos quando se completar a tríade – nomeação + posse + exercício – e creio que ainda assim não conseguirei parar, pois em momentos de reflexão traço novos objetivos: delegado, promotor, auditor, qual será o próximo?

Não poderia deixar de agradecer a todos os amigos que conheci durante essa trajetória, somente um concursando compreende outro concursando, pois há momentos em que lágrimas são inevitáveis, alguns que ficam na discursiva, outros no TAF, outros no psicológico, no médico ou até mesmo tem surpresas na investigação social, hoje penso que a prova em si talvez seja a parte mais tranquila. Agradeço ao apoio da família e da namorada, que ficou cansada de ver filme baixado da internet com pipoca como única fonte de distração e lazer, isso quando ficava em casa. Todos os professores que conheci e que me auxiliaram em particular, e também aos nobres colegas do Projeto Missão Papa Fox, AVANTE!

Fiquem com Deus, mantenham-se motivados e firmes na labuta, dediquem um tempo para o descanso e para o cuidado com o corpo (corpo são, mente sã), um forte abraço a todos os futuros colegas, pois independente de órgão ou instituição, o objetivo será sempre o mesmo: lutar por aquilo que acreditamos ser justo, ser correto, aquilo que é lícito “defendendo os princípios legais”.

Nunes – aprovado PCDF, concursando policial.

Agente da Polícia Federal, 2015, Isis Carmo.

Olá, meu nome é Isis e gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha trajetória. Desde já, adianto que “facilidade”, no meu caso, é um planeta distante e ainda não descoberto pela NASA.

Iniciei meus estudos, para concursos, em 2009, quando meu irmão pagou meu primeiro cursinho e eu estava no final da faculdade de Letras. Comecei estudando pra Auditor da Receita Federal, em razão do salário mesmo, porque não tinha a menor noção do que era o cargo. Não passei no concurso. Depois comecei a estudar para Tribunais. Só o concurso do TJSP tentei 3 vezes! Depois estudei para Anvisa, Anatel, TST…só pra fazer um resumo.

Ai você está lendo isso e se perguntando: “mas Isis, porque você não estudou focada para a Polícia Federal?”. Porque eu olhava para esse concurso e pensava que só semideus era capaz de fazer prova do Cespe/UnB e ainda por cima passar em TAF, Exames Médicos e Psicotécnico. Mas…é aquela coisa, né? A tal da “Voz do Coração”, vulgo vocação, que insiste em te instigar por dentro.

Então, em 2012 fiz a prova de Agente da PF. Devo ter feito menos 50 pontos! Hoje olho para aquela prova e penso “Meu Deus, como errei isso?”. Porém, percebi que não era nada anormal fazer aquela prova e que, se eu me dedicasse, conseguiria.

Eu falei 2012?? Agora que vem a parte “pega um lencinho e chora comigo”. Eu me formei em 2011, em Letras, comecei a ministrar aulas, mas vi que odiava. Teve um dia que simplesmente acordei, me olhei no espelho e comecei a chorar só de pensar que iria passar o resto da minha vida dando aula. Então, eu comecei a mandar currículo para um moste de lugar e nada…2012 fiquei só por conta de estudos e quase fiquei LOUCA, porque na minha casa a renda era baixíssima, via minha mãe ficar doente por não ter como pagar tudo em dia e o montinho das contas só subir. Acho que foi um dos anos mais difíceis da minha vida até hoje.

Em 2013 eu comecei a ministrar aula de Francês para dar conta de pagar um mínimo de despesa pessoal e continuei estudando. Nas segundas eu tinha a tarde inteira para estudar, então ficava na escola estudando penal (e dando uns cochilos básicos em cima do livro…hahaha). Nesse ano, fiz a prova de Escrivão da PF e tirei 72 pontos no gabarito prévio, depois fiquei com 83 pontos no final, maaaaaaaaassss….reprovei na redação. Calma, não caia da cadeira. Mesmo se eu tivesse passado na prova, eu não passaria no TAF, pois quando comecei a treinar, não tinha força pra fazer a barra e nem dava conta de correr (na verdade, ate hoje sofro para correr).

No final do ano, ainda em 2013, fiz o concurso para a PCDF e fui para o Teste Físico (TAF) de Escrivão. Reprovei nesse TAF por 100m na corrida. Morri? Não, porque esse concurso me fez perceber que eu poderia me matar de estudar, mas no TAF eu ia cair.

No inicio de 2014 eu mudei de emprego (continuei ganhando pouco) e trabalhava meio período, numa agência de publicidade, como revisora de textos. Então, minha rotina era acordar cedo, estudar umas 2h, ir a academia, almoçar, ir trabalhar, voltar para casa e estudar mais 4h, em resumo. Só que com nisso tudo meu namoro acabou e eu fiquei muito abalada, mas foi nessa fase que mais tive certeza: esse era o caminho do concurso da PF que eu queria – relacionamento é instável, mas meu carguinho lindo é para sempre (não fiquem tristes, depois ele se arrependeu e pediu pra voltar. Ele não é bobo de ter uma ex na PF).

Em 2014 eu fiz pouca prova. Fiz PRF administrativo (fiquei no CR), TJGO (passei) e Agente dA Polícia Federal (APF). Agora que vem a parte PUNK. Pessoal, esse concurso é a prova de que quando você tem uma aliança com Deus, ele dá a resposta no momento certo da sua vida.

Nesse concurso de APF eu fiz 50 pontos no gabarito prévio (isso mesmo, você leu certo, CINQUENTA pontos). Meu fim de ano foi um horror. Minha mãe não queria escutar a palavra “federal” lá em casa. Eu olhava os rankings e quase morria. Pensa: desde 2012 estudando para essa prova e tirar um fiasco de nota dessas?! Ai…conversei com um pessoal e eles sempre me diziam “Isis, treina, porque nesse concurso nada é definitivo até o resultado final”. Então, eu peguei mais firme na academia, treinando saltos e barra. Mas a corrida eu continuei levando com a barriga (NÃO FAÇAM ISSO). Natação não fazia porque o lugar mais próximo lá de casa era caríssimo e eu não tinha o $$ para pagar sem ter certeza do investimento.

Quando saiu o resultado, eu não acreditei. Eu fui olhar o resultado procurando o nome de outros amigos meus e de repente vi lá: MEU NOMEEEEEEEEEEE. EU IRIA FAZER O TAF, NÃO ACREDITO! Claro que, como tudo nesse concurso, você tem 5 minutos de alegria para um futuro de ralação. Comecei a natação na semana do resultado, numa quarta-feira. Ai a rotina era: natação todos os dias + academia + trabalho (morta) + corrida, ao chegar em casa a noite. Gente, sério, se vocês possuem esse concurso como objetivo, comecem os treinos agora, porque vocês não possuem ideia do que é essa rotina de treino, ainda mais para quem não está acostumado. Foram 3 semanas assim…3 semanas que pareciam 3 anos. Então veio o TAF…

O TAF dá mais um post inteiro, mas em resumo, passei e quando acabou…eu só sabia chorar, porque não acreditava que tinha conseguido. Até hoje, só de lembrar, eu começo a encher os olhos de lágrimas.

Nos exames médicos descobri que tenho perda auditiva leve. Meu mundo caiu só de pensar que ia perder o concurso. Mas graças a Deus, deu tudo certo.

Na fase seguinte, avaliação psicológica, estudei para o Psicotécnico por meio do manual do “anjo” concurseiro Robson. Eu mandei mensagem para ele dizendo que se não fosse o manual, eu não teria a menor chance.

Então, como mensagem final, gostaria de dizer que do ano de 2009 para 2014, eu reprovei em mil concursos e, de fato, só passei em dois (TJGO e PF). Como vocês puderam perceber, motivos para desistir eu poderia enumerar 1 milhão, mas motivo para continuar eu só tinha um: ser aprovada no concurso da PF. Esse concurso é igual namorado cafajeste: bate, esculacha e você continua apaixonada querendo ficar com ele…hahahaha – Brincadeiras a parte, vocês têm uma missão: CONTINUEM ATÉ PASSAR. Se eu consegui, vocês conseguem hahahaha

Ahhh…e os simulados do MPF (Missão Papa Fox): simplesmente PRIMORDIAIS para os estudos. Vale o investimento.

Bem, eu já falei demais. Não sei se ajudei, porque meu depoimento mais pareceu um “fala que eu te escuto”, mas espero que o essencial dele vocês tenham assimilado: NUNCA, NUNCA, NUNCA DESISTAM. Desistir é sempre o caminho mais fácil. Você pode até desanimar, mas desistir, JAMAIS!

Um forte abraço a todos e até mais.

Isis Carmo

Agente da Polícia Federal, 2015, Luiz Condino.

“No começo, para estudar e criar a rotina, é sempre difícil, mas como queria muito passar nesse concurso, não desisti. Quando estava desmotivado assistia vídeos motivacionais no youtube”

Depoimento de um jovem PF 

Fala ae futuros PFs. É com imenso prazer que dou meu depoimento sobre como foi meu trajeto até a “aprovação” (ainda tem a ANP) no concurso de APF 2014.

Tenho 23 anos, e a vontade de tornar-me Agente da Polícia Federal começou quando tinha 17 anos. Comecei a procurar mais informações sobre a profissão, blogs na internet, e a pensar em realmente buscar isso pra minha vida.

Com 21 anos, no último ano da faculdade (fiz administração), decidi que iria estudar para o concurso deAPF. Larguei meu estágio e fiquei apenas estudando para o concurso e para as matérias da faculdade, pois ainda tinha que me formar. Não tinha noção nenhuma de direito e de outras matérias que caíam no concurso, então me matriculei em um curso preparatório. Fiz seis meses de cursinho no Damásio, em São Paulo, e depois mais seis meses no Alfa online.Esses cursinhos foram bons para me dar uma base e ter material para estudar, pois depois de formado fiquei mais um ano estudando, aí apenas lendo apostilas, em casa.

Nesse ano que fiquei apenas estudando em casa, fiquei sabendo de um grupo de estudos chamado “Missão Papa Fox”. Não tenho dúvidas de que ele foi a ferramenta principal na minha aprovação. Com simulados e várias discussões sobre questões, meus estudos se desenvolveram muito. Utilizava bastante o site “questões de concursos” também, que recomendo sem dúvidas.

No começo, para estudar e criar a rotina, é sempre difícil, mas como queria muito passar nesse concurso, não desisti. Quando estava desmotivado assistia vídeos motivacionais no youtube (em inglês tem vários bons), o que me ajudou muito, pois dava um “gás” nas horas do desânimo.Muita gente não entendia porque estudava tanto e me criticava (quando acabei a faculdade, estudava em torno de 10h30min de segunda a sexta e umas 4h de sábado a domingo), e você pode ter certeza que isso vai te acontecer; o importante é não ligar e manter o foco nos estudos, pois você pode ter certeza, que quando olhar seu nome na lista dos aprovados, verá que tudo valeu a pena. É uma sensação muito boa olhar para trás e ver que superou todos os obstáculos e atingiu aquilo que queria.

Bem gente, acho que é isso. Fazendo um resumo de tudo que disse, faça parte de um grupo de estudos, resolva muitos exercícios, senta a bunda na cadeira e estuda, faça exercícios físicos (eu gastava 1h por dia mais ou menos com exercício físico, pois precisava pro TAF, e também me ajudava a desestressar) e tenha muita fé em Deus; esse é o segredo. Não vai ser fácil, mas não é impossível, e a recompensa é muito gratificante.

Às vezes ficava preocupado em não passar no concurso e coisas desse tipo. O que me ajudava a acalmar era saber que quando ia dormir, sabia que naquele dia fiz o máximo que pude. Não fiquem preocupados com o próximo dia, preocupem-se com o hoje. Tem uma frase do Lauro Trevisan que gosto muito e a transcrevo aqui: “Nada há de incerto no futuro. Ele é a reposta do presente”.

Boa sorte a todos! Tenham muita fé e determinação, que vai dar certo.

Abraço, Luiz Condino

Agente da Polícia Federal, 2015, CPS.

“Assim, minhas notas melhoraram muito nos simulados e no dia da prova de agente da PF de 2014, finalmente atingi a tão esperada aprovação com 84 pontos líquidos”

 Missão Papa Fox na aprovação para Agente da PF

Demonstrarei a importância do Missão Papa Fox na luta pelo sonho de ser um Agente da Polícia Federal por meio das minhas tentativas e aprendizados nos concursos anteriores.

Realizei o concurso de 2009 estudando apenas por apostilas, mas com o material muito resumido não poderia ir bem, e foi o que aconteceu fiquei com 55 pontos líquidos na prova objetiva, muito longe de ter a redação corrigida. Era necessário conseguir material melhor, então passei a me preparar também por videoaulas, que eram bem mais completas e por isso acreditava que seria o suficiente.

A prova para Agente da PF de 2012 provou o contrário, pois consegui somente 61 pontos, ficando por uma questão para o ponto de corte (62 pontos). Também verifiquei nessa ocasião que perdia muito tempo na redação, o que tirava meu tempo para resolução da prova objetiva (nesse concurso deixei 17 questões de Português em branco (quase toda a prova dessa matéria que continha 21 itens, sem considerar os itens de redação oficial). Por isso passei a treinar fazer a redação direto na folha de texto definitivo, sem usar a folha de rascunho (meu texto era um rascunho da redação, mas em troca eu ganhava mais 20 ou 30 minutos para resolver a prova objetiva).

Continuei estudando pelas videoaulas, por entender que meu problema era administrar melhor o tempo de prova, e para testar se dava certo essa nova forma de redigir a redação tentei outros concursos (Escrivão da PF 2012, PRF 2013, Escrivão da PCDF 2013 e Agente da PCDF 2013). No primeiro fui muito mau, não tive a redação corrigida. No segundo tive a redação corrigida, muito longe das vagas, mas foi essencial essa conquista, não só para perceber que minha redação obteve média acima de 80% da nota máxima, como também para conversar com um colega que ficou mais ou menos na 50ª colocação da PRF. Esse cara me indicou o estudo por PDF, uma vez que é bem mais detalhado, o aluno decide o que quer ver a mais ou a menos do conteúdo e não perde tempo de deslocamento para o local das aulas. Também consegui ter a redação corrigida nos dois concursos da PCDF e lá troquei experiências com o cara que ficou mais ou menos na 80ª colocação de Agente da PCDF, que também estudava por PDF. Depois de conhecer esses dois vencedores, que tinham pouco tempo para estudar por trabalharem, como eu, comecei a achar que o caminho do sucesso estava nos cursos em PDF. Por isso adquiri material em PDF e passei a estudar, de imediato já percebi a diferença de qualidade em relação ao material anterior que utilizei, o PDF era muito mais completo.

Navegando em alguns fóruns ouvir falar do Missão Papa Fox, que realiza simulados para os concursos de agente da Polícia Federal. Foi muito bom para me comparar com os outros membros do MPF, receber orientações dos membros do grupo sobre todas as matérias, testar o tempo de realização da prova para cada matéria, e também a ordem de execução das disciplinas na hora da prova, além de poder verificar o desempenho em cada matérias para definir os pontos fracos, direcionando assim mais tempo de estudo para as matérias que obtinha notas menores. Assim, minhas notas melhoraram muito nos simulados e no dia da prova de agente da PF de 2014, finalmente atingi a tão esperada aprovação com 84 pontos líquidos, os quais supriram tranquilamente a baixa nota de minha redação, que como citei antes é um rascunho, portanto a nota baixa era bastante provável. Fiquei com 8,60 pontos na dissertação e nota total de 92,60 pontos, o que me deixou na 30ª posição, baixando para 26ª após todas as fases anteriores à convocação para a ANP. Por isso considero, essencial a contribuição do Missão Papa Fox para a minha aprovação. Se fosse começar a estudar hoje, usaria material em PDF e os simulados do Missão Papa Fox, para acertar os detalhes, de modo a chegar no dia da prova o mais preparado possível. Imagino que se tivesse usado essas duas ferramentas antes não teria deixado passar a oportunidade de ser aprovado logo em 2012.

Desejo boa sorte a todos que decidiram trilhar esse caminho dos concursos públicos, e lembre-se de usar as derrotas como aprendizado. E o mais importante, não desistam dos seus sonhos.

CPS

Agente da Polícia Federal, 2015, Hua.

Graças a um trabalho muito bem organizado e a colegas que estavam dispostos a compartilhar seus conhecimentos eu pude chegar a tão sonhada convocação para a ANP.”

A Jornada de Hua (apelido)

A minha jornada nos concursos da Polícia Federal começou em janeiro de 2012, quando soube que já havia um concurso de Agente autorizado e que o edital sairia em alguns meses. A primeira coisa que fiz foi comprar algumas apostilas para começar a estudar para o concurso. Estudava por conta própria, sem nenhuma ajuda e depois de ler um pouco dos assuntos de Direito Penal resolvi fazer a prova de Agente/2009 como uma forma de saber como eu estava. Ao corrigir a prova eu pude ver o quão distante eu estava do meu sonho, pois havia feito cerca de 40 pontos líquidos.

Ao longo dos meses que foram passando eu estudava com afinco e utilizava quase todo o meu tempo livre para me preparar, até que em maio eu fiz a prova e consegui ter a minha redação corrigida e ser convocado para as demais etapas. Consegui a aprovação em todas, mas ao final da primeira fase fiquei como excedente e vi o sonho da ANP ser adiado.

Durante o resto do ano de 2012 eu me dediquei a outras atividades e deixei o estudo de lado, mas não o sonho de me tornar um policial federal. Em janeiro de 2013 eu li que o grupo Missão Papa Fox estava com as inscrições abertas e que as vagas eram limitadas. De início eu não me animei muito com a ideia, pois achei que, por mais que os trabalhos andassem no início, depois de um tempo o grupo ia se dispersar e ficar desorganizado, mas depois de refletir por um dia inteiro a respeito do assunto eu finalmente realizo a minha inscrição e ingresso no Missão Papa Fox. Era tudo novidade para mim, pois nunca havia participado de um grupo de estudos, ainda mais um que organizava simulados. Comecei apenas como um observador, pois depois de meses sem estudar absolutamente nada eu já não estava com os assuntos tão frescos em minha memória. Devo dizer que fui surpreendido com a qualidade dos comentários das questões dos simulados.

Com o passar do tempo eu fui aprimorando meus conhecimentos, até que comecei a ter uma participação mais ativa no grupo, fato que chamou a atenção da moderação e eu fui convidado a me tornar monitor de uma disciplina. Apesar de não me achar preparado o suficiente eu aceitei o desafio e fui o monitor de Direto Penal – Especial até o fim do primeiro ciclo de simulados, quando ocorreu a prova de Escrivão. Por não me identificar com as atribuições do cargo eu decidi não fazer essa prova e me concentrar no cargo de Agente.

Continuei a estudar durante todo esse tempo, até que foi dado início a um novo ciclo, dessa vez voltado para a prova de Agente. Com a retomada dos simulados eu fui ganhando cada vez mais ritmo de estudo e aprendendo cada vez mais com os colegas. Até que, finalmente, chegou o dia da prova real, em dezembro de 2014. Saí da prova reclamando muito da banca, por conta de questões duvidosas, pelo fato de ter introduzido assuntos novos no edital e sequer usá-los como questão, etc. Além disso, saí como quase todo mundo: sem saber direito o que pensar. Não sabia se tinha ido bem ou se tinha ido mal. Só sabia que tinha dado o meu melhor e que agora o jeito era esperar. Quando o gabarito preliminar saiu eu tive uma grata surpresa, pois tinha ido muito bem na prova, mas depois fiquei apreensivo por conta do padrão de respostas da redação Só fui ficar mais calmo quando o gabarito definitivo saiu e vi que eu havia conseguido aumentar a minha nota em dez pontos, além de ter ido bem na redação.

Pelos rankings extraoficiais montados por outros candidatos eu vi que estava classificado dentro das vagas. Foi uma sensação de alívio, pois eu tinha dado o passo mais importante para não ficar novamente como excedente: obter uma boa nota final. Fiz as outras etapas com calma e serenidade, até que finalmente consegui ver o meu nome na lista de convocados para a ANP. Foi como se o tempo tivesse finalmente começado a andar, pois eu fiquei com a minha vida parada desde o resultado do concurso de 2012. Foram quase 3 anos esperando para dar um novo passo rumo ao meu sonho de me tornar um policial federal.

Só tenho a agradecer a todos os envolvidos no Missão Papa Fox, que me deram muitas oportunidades de crescimento. Graças a um trabalho muito bem organizado e a colegas que estavam dispostos a compartilhar seus conhecimentos eu pude chegar a tão sonhada convocação para a ANP. Além disso, ao longo desses mais de 2 anos de grupo, conheci muitas pessoas diferentes, de todos os lugares do Brasil e que, se em 2012 eu estava indo praticamente “sozinho” para a ANP, dessa vez eu irei fazer a matrícula ao lado de vários companheiros que estiveram comigo ao longo desses anos de luta.

Hua (apelido – não autorizou divulgação do seu nome)

Agente da Polícia Federal, 2015, Maria Carolina.

“Não sei se eu ganhei um presente ou se dei um presente pra ele. Por um minuto todos os atrasos no resultado fizeram sentido. Se não fosse ele contando desde que eu nasci sobre a PF, mostrando o distintivo e falando do trabalho dos agentes, eu talvez mal soubesse que função era essa.”

Depoimento emocionado de Maria Carolina

A vontade de ser agente veio de família, meu avô era agente de telecomunicações da PF e também trabalhava na extinta Varig. Lembro dele falar sobre os agentes da PF e essa ser a primeira vez que tomei conhecimento do que era concurso público. O que me chamava a atenção era o serviço em si, as responsabilidades. Ao mesmo tempo, pra mim que tinha cerca de 8 anos de idade, lembro de como a prova parecia ser difícil e eu não me imaginava me dedicando pra ela. Mas a ideia foi plantada, ficou ali, como eu precisaria ser formada, ter CNH, era algo tão distante.

A universidade federal foi meu primeiro contato com uma entidade publica. Até então eu estudei em colégio particular, tinha plano de saúde e como uma adolescente, pouco usava qualquer serviço público. Acontece que eu simplesmente amei. Era incrível estar em um local público onde apesar de muitos problemas, tudo funcionava e o ensino era de muita qualidade. Cresci ouvindo que, o que era público era velho, ruim, escaquiado, ineficiente e a UFGRS não era nada disso. Eu via gente fazendo milagre mesmo com menos infraestrutura, gente boa de verdade. Eu via também gente de baixa renda com bolsa, morando na casa dos estudantes, almoçando no RU, tendo oportunidade de estar ali e usufruir o mesmo que eu, que havia estudado no colégio particular e feito cursinho. Chegava a ser feio da minha parte achar que eu tinha muito mérito por estar ali quando tive todas as condições favoráveis pra isso. O único “porém” é que a medida que o tempo passava e eu admirava mais a universidade, eu gosta menos do meu curso, não pelo curso em si, mas pela prática profissional. No fim tudo se resumia em fazer coisas legais, mas que se não vendessem, ou seja, não gerassem lucro para uma empresa, eram apenas uma utopia e eu não gostava daquilo. Isso era evidente em todos os estágios que eu fazia, no fim das contas o projeto é como o cliente quer porque ele que paga, mesmo sendo um projeto ruim. Sem contar que a exploração e a prática de burlar as leis trabalhistas eram extremamente comuns na minha profissão.

Foi então que comecei um estágio no Tribunal de Justiça, no setor de arquitetura e engenharia. O trabalho era ótimo, nós éramos estagiários tratados como estagiários e não mão de obra barata. O salário era pago sempre conforme calendário e nenhum centavo a menos. Claro que havia vários problemas também, mas era de longe o local mais justo e que eu melhor me senti pra trabalhar. Eu lembro que eles não pagavam a mais se tu fizesse mais de 30 horas semanais, mas eu cansei de ficar mais tempo pra ajudar minha chefe, não era obrigação, era um prazer. Essa experiência só afirmou minha admiração pelo setor público e foi quando eu comecei a me convencer que eu queria era trabalhar pro estado.  Logo que meu estagio estava chegando no fim, abriu um concurso pra servidor no TJ e como era a única forma de continuar lá, eu resolvi encarar. Comprei um EAD, fiz um presencial de resolução de questões e consegui fazer os mínimos, fui “aprovada”, mas minha classificação foi ruim.

Como não ia ser chamada, deixei por isso mesmo e continuei minha vida. Me formei, fui trabalhar com design, mas obviamente eu já não queria mais aquela vida pra mim. Naquele mesmo ano meu avô faleceu e eu comecei a pensar na minha vida, em quem eu queria ser, o que eu realmente queria fazer da minha vida e se eu estava de alguma forma contribuindo pra alcançar isso. Então em outubro daquele primeiro ano de designer, 2013, pedi demissão. Foi aí que o universo começou a conspirar a meu favor. No dia seguinte da minha demissão uma amiga (ex-colega do TJ) me convidou pra trabalhar com ela. Eram uns trabalhos de freelancer, esporádicos, eu ia poder fazer a hora que quisesse, conciliar com meus estudos e ainda ter um dinheiro. Além disso, naquele mesmo mês saiu o edital pra agente administrativo da PF, ou seja, mais um “sinal” que o universo conspirava ao meu favor. Aquela prova veio me lembrar daquela ideia antiga de agente da PF. Agora eu era formada, tinha ensino superior, tinha CNH, saí do meu emprego, eu não tinha mais desculpa, a não ser não querer pagar o preço que seriam os anos de estudo. Foi então que resolvi encarar.

Inscrevi-me no de agente administrativo mesmo sabendo que não era bem aquilo que eu queria e comecei minha caminhada. Fiz outros concursos, mas sempre da CESPE/UnB e sempre pensando no quanto contribuiria pro meu estudo pra agente. Em março de 2014 saiu a autorização pro concurso de Agente da Polícia Federal e aí era minha chance real. Estudei o máximo que pude, fiz cursinho me matriculei em aula de natação, fiz aulas de corrida sempre pensando em todas as etapas. Assinei os simulados do Missão Papa Fox que foram essenciais pra minha aprovação. Um trabalho muito sério, um fórum muito bem organizado e orientado onde tirava minhas dúvidas e conseguia, através dos simulados e discussões, fixar a matéria que eu estudava nas aulas EAD e tirar dúvidas que muitas vezes eu não conseguia sanar com as aulas. A prova objetiva foi dia 21 de dezembro e eu me lembro de ter saído dela tranquila, com a certeza de que fiz o melhor que pude ainda mais pensando que foi meu primeiro concurso nacional no qual me dediquei 100%. Para a minha felicidade depois do gabarito oficial eu havia feito 74 pontos e 11,25 (de 13,00) na redação, um score que eu nunca teria imaginado nem nos meus pensamentos mais otimistas. Passada a felicidade, passei a me dedicar exclusivamente pro TAF, principalmente na natação que era meu ponto fraco. Felizmente passei em todas as provas e consegui somar 18 pontos. Depois vieram a etapa dos exames médicos, pra mim a pior de todas por ser extremamente detalhista e chata, e o psicotécnico que era também extremamente cansativo. Felizmente tudo ocorreu como o esperado e após dois adiamentos do resultado final, dia 16 de julho de 2015 foi o dia da minha convocação, mesmo dia em que meu avô – Agente aposentado da Polícia Federal – completaria 86 anos de idade.

Não sei se eu ganhei um presente ou se dei um presente pra ele. Por um minuto todos os atrasos no resultado fizeram sentido. Se não fosse ele contando desde que eu nasci sobre a PF, mostrando o distintivo e falando do trabalho dos agentes, eu talvez mal soubesse que função era essa. Eu não teria, com 8 anos de idade, dito pra mim e pra ele: essa é uma profissão que eu gostaria de ter, mesmo ele falando da prova concorrida e do temido teste físico. Era impossível desvincular dele essa escolha e aí veio o dia da convocação no dia do aniversário dele.

Mais do que uma profissão, ser Agente da Polícia Federal é pra mim a minha escolha de vida que envolve minha visão de mundo, quem eu sou, quem eu quero ser e as minhas memórias de família. Ao pensar em toda essa trajetória o único sentimento que talvez descreva tudo que aconteceu seja: felicidade.

Agente da Polícia Federal, 2015, Thiago Marchezi Ferri.

“Um dia alguém me falou uma frase: “Deus realiza o impossível, o possível é por sua conta”, então, vai estudar operacional essa é sua OBRIGAÇÂO!”

Para a realização de um sonho!!! Aqui é operacional!!!…Aqui é APF!!!

Esse é o sentimento que resume uma trajetória de muita luta e muita força de vontade de alcançar um objetivo!!

Não vou falar das dificuldades até alcançar esse sonho! Esses percalços vão acontecer com todos, quero que esse depoimento sirva para incentivar e aflorar em todos a mesma vontade de vencer que é necessária para chegar na vitória nessa árdua batalha!!!

Viva esse sonho todos os dias, queira fazer parte de um órgão que é orgulho nacional, não procure fazer do DPF uma escada para outro concurso, porque ali é escolha e não oportunidade.

Um dia alguém me falou uma frase: “Deus realiza o impossível, o possível é por sua conta”, então, vai estudar operacional essa é sua OBRIGAÇÂO!

Agora vou agradecer a um grupo de vencedores e em especial a alguns amigos e irmãos que conquistei nessa caminhada…

Muito obrigado Missão PAPA-FOX!!! Sem dúvida uma ferramenta diferenciada nessa caminhada. Tive o orgulho de pertencer a monitoria nesse intervalo e aperfeiçoar os meus conhecimentos nesse desafio.

Não queria citar nomes….mas não seria justo com a minha consciência….

Aos amigos que vão para ANP comigo:

Leo Fim……Quanta piscina, quanta luta, que caminhada foi essa!!!. Enfim ANP….”Bora Operacional”.

Vitor Ayres….. A cada dúvida um aprendizado…. Sempre te afirmei que era possível e lá vamos nós….ANP!!! Você é merecedor!!!!

Aos amigos que continuam na batalha…

Antes de citar os nomes vou dar minha opinião….. Tenho absoluta certeza que todos serão POLICIAIS FEDERAIS!!!

Leonardo Duarte…..Irmão, é sonho!!! Isso já basta para continuar na luta! Sei que a batalha é difícil e a frustração de um novo concurso é penosa. Porém, a vitória tem um sabor indescritível pois o sonho se torna realidade….

Well…..Dizer o que irmão….Você é sensacional….sempre disposto a ajudar a todos e com sua perseverança o DPF é questão de tempo….. Isso é fato!!!

Leandro Garrido…..Baiano da porra…..operacional puro, no sangue!!! Sempre de bem com a vida e uma visão privilegiada da mesma. Você foi um verdadeiro irmão nessa fase final do concurso, passamos por todas as fases e infelizmente você ficou como excedente. Coisas da Vida!!! O DPF teve adiada a entrada de um agente federal de coração.

Patrick Talyuli…. Falar o que??? Meu irmão porra!!!! Sempre esteve do meu lado…. Aqui é uma simples menção ao seu nome porque o agradecimento será todos os dias!!!

Essa é uma simples homenagem a essas pessoas, o mínimo que eu posso fazer para demonstrar que cada um teve e tem um papel importantíssimo nessa realização de sonho!!!

Um ensinamento que aprendi nessa caminhada….Você estuda sozinho, mais o conhecimento tem que ser compartilhado!

Um abraço a todos… Espero que esse depoimento possa demonstrar a minha gratidão a vida por me proporcionar grandes amigos!!!!

ThiagoMarcheziFerri (FERRI), aluno da ANP!!!!