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Ex-goleiro Max, aprovado PF e PRF 2018

Ex-goleiro Max, aprovado PF e PRF 2018

05-06-19 | Depoimentos | admin |

 Olá, amigos e futuros policiais!

Me chamo Maxênio do Monte Ferrer, mas muitos me conhecem, simplesmente, por Max. Tenho 23 anos, sou de Fortaleza-CE e fui aprovado nos concursos da PF/2018 e PRF/2018. Acabo de ser convocado para a ANP 2019/2020.

Minha história é um tanto peculiar: sou ex-jogador de futebol profissional e, se há 10 anos me contassem que minha vida estaria do jeito que está hoje, eu jamais acreditaria. Desde os 14 anos (2009) jogo futebol, sendo, a partir dos 18 anos, profissionalmente. Joguei em alguns clubes no Ceará, no resto do Brasil e, até mesmo, na Europa. Apesar de muitas pessoas acharem que essa profissão é a melhor do mundo e que se ganha muito dinheiro, essa não é a realidade para a maioria dos jogadores. Dentro desses quase 10 anos dentro do futebol, passei por imensas dificuldades, como má alimentação, moradias precárias, salários atrasados, distância da família e tantas outras. Chegava a comemorar, muitas vezes, quando o clube tinha uma alimentação digna ou quando o salário saía no dia certo.

Joguei em Portugal nas temporadas de 2016/17 e, voltando de lá, em junho, fiquei sem ter muito rumo. Não sabia se eu voltaria pra lá ou se eu ficaria jogando em algum clube no Brasil. Nesse meio tempo, decidi retomar os estudos e começar uma faculdade. Mais ou menos no mesmo período, minha irmã começou a me incentivar a estudar pra concursos, porque, apesar de eu me dedicar muito ao futebol, sempre fui um bom aluno no colégio.

Encurtando um pouco a história, em dezembro desse mesmo ano (2017), eu decidi que iria estudar pra me tornar Policial Federal. Mas por que Polícia Federal? Por que polícia? Bem, a resposta é simples: o meu pai – que é um dos meus maiores exemplos – é Policial Federal, e eu sempre gostei do seu trabalho. Meu pai sempre foi uma inspiração pra mim e a escolha de estudar pra ser um policial federal veio, principalmente, pela inspiração/exemplo que ele é pra mim. Além disso, pra passar em um concurso, nós precisamos, basicamente, de nós mesmos: muito estudo e dedicação; já no futebol, isso não é verdade: é necessário que se tenha foco, determinação, qualidade, mas, na maioria das vezes, é preciso que se tenha algum intermediador de influência por trás de tudo isso.

Mesmo começando a estudar pra o concurso da PF no final de 2017, ainda continuei a trabalhar como jogador de futebol até maio de 2018, que foi o momento em que acabou o contrato com o time que eu jogava, e decidi me dedicar integralmente ao estudo para concurso. A rotina de um jogador de futebol é bem pesada, seja fisicamente, seja mentalmente. Os treinos são diários, normalmente em dois turnos, não respeitam sequer o descanso do final de semana ou feriados. Estudar durante esse período não foi nada fácil. Em diversos momentos eu não sentia qualquer vontade de estudar. Os olhos, que passavam o “dia todo” no sol durante os treinamentos, ficavam extremamente cansados à noite quando eu ficava de frente ao computador estudando. Dormir menos por conta dos estudos prejudicava na velocidade de reação que o goleiro tanto precisa, além de prejudicar, também, na retenção dos conteúdos estudados. Tudo ficou mais difícil, mas desistir, em nenhum momento, foi opção. O futebol, antes de tudo, me ensinou muito a ter foco, determinação e força de vontade.

A decisão de abandonar o futebol não foi nada fácil. Tive que pensar muito e avaliar o custo/benefício da minha escolha. E aí que entra os Projetos Missão: desde março eu vinha fazendo os simulados do Missão Papa Fox e minhas notas iam crescendo a cada novo simulado. Foi nesse momento, então, que eu percebi que o sonho estava se tornando real e que poderia, sim, dar um tempo ou mesmo abandonar o futebol.

A preparação pra o concurso da PF foi intensa e estressante. Estudava muitas horas líquidas diárias – visto o pouco tempo de estudo que eu tinha, então tinha que “correr atrás do tempo perdido”. Estava tirando notas boas nos simulados MISSÃO e, por incrível que pareça, bastante confiante pra prova. Chegou setembro e, consequentemente, a prova. Por conta da inexperiência na área de concursos, eu fiquei muito nervoso, o que me atrapalhou MUITO na prova. Saí da prova arrasado, achando que tinha feito a pior prova da minha vida e que não era possível passar. Após alguns dias, ver meu nome como aprovado na lista do Cespe foi uma sensação indescritível. Apesar da minha nota ter caído por causa do nervosismo, meu nome estava lá: eu estava aprovado.

Passei o outubro todo e o início de novembro descansando da curta e intensa jornada que eu havia tido e me preparando para as próximas fases do concurso (TAF, exames médicos…). Porém, ainda em novembro eu decidi me preparar para o concurso da Polícia Rodoviária Federal. Sabia que ia ser outro grande obstáculo, principalmente porque tinham muitas matérias que eu sequer tinha visto durante a preparação para a PF: legislação de trânsito, física, alguns conteúdos de matemática e outros.

Saiu o edital da PRF e a situação piorou: ainda mais matérias que não tinha estudado, com um aumento substancial de questões e de conteúdos de legislação de trânsito, o que seria ruim pra quem estava há pouquíssimo tempo estudando pra a PRF, comparado com quem só se dedicava a isso. E, de novo, a jornada de estudos voltou com força – um pouco menos que na PF, mas com muita intensidade. Mais uma vez utilizei os simulados do MISSÃO para a minha preparação, dessa vez a Missão PRF.

O dia da prova da PRF (03/02) foi bem diferente do dia da prova da PF. Fui bem mais tranquilo pra a prova e, mesmo bem menos preparado do que na PF, saí de lá muito feliz, pois havia feito uma ótima prova. Esse sentimento se concretizou poucos dias depois: estava, mais uma vez, aprovado em outro concurso altamente concorrido, ficando entre os primeiros colocados do certame. A nota foi muito parecida com a que eu vinha tirando nos simulados. A partir daí, começou mais uma vez a preparação para as outras fases.

Hoje tenho colhido frutos do meu esforço e determinação, daqui a pouco pode ser você, acredite!

As dicas que eu dou pra quem tá estudando pra concursos (PF, PRF, PCDF…) são as seguintes:

– Estude muito, mas, acima de tudo, com um bom método de estudos. Eu li o livro Ciclo EARA, do autor Fernando Mesquita. Esse livro mudou completamente a minha preparação e os meus resultados. Eu jamais teria sido aprovado em tão pouco tempo (9 meses pra PF, mais 2 meses e meio pra PRF) se eu não tivesse estudando da forma correta.

– Especialize-se na banca do seu concurso. Durante esse período de estudos, creio que não cheguei a fazer mais do que 100 questões de outras bancas. Dentre as milhares de questões que eu fiz, praticamente todas foram do Cespe, principalmente por causa do seu jeito peculiar de cobrar os conteúdos.

– Faça os simulados do MISSÃO: eles vão te ajudar a estudar a forma correta de fazer a prova, a controlar bem o tempo, a avaliar a sua evolução, dentre outros.

– Tenha um tempo livre de qualidade: não adianta ficar bitolado no estudo sem ter um bom tempo de descanso e lazer com aqueles que você ama. Aproveite, separe um dia ou, pelo menos, alguns momentos da semana pra fazer aquilo que você gosta, com as pessoas que você gosta. Não se sinta pressionado ou com a consciência pesada ao fazer isso, pois é necessário.

– Por último: não desista dos seus sonhos. Lute. Apesar das dificuldades, se você continuar batalhando, uma hora você consegue aquilo que tanto sonha.

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